No programa de governo da Dilma, encontra-se a criação do Imposto de Grandes Fortunas, que deve assustar muito gente, porque no seu governo deverá ser implantado.
Primeiro porque está na Constituição. Segundo porque é um projeto não do PT mas do PSDB, de Fernando Henrique Cardoso, – ( PLP 162/89, do Senador Fernando Henrique Cardoso (23-6-89), atual no 202/ 89 )
Segundo porque os gastos de governo não irão parar de crescer, não por ideologia estatizante, mas por inércia. Funcionários são promovidos, aposentados vão viver mais tempo etc, etc, e mais impostos serão criados.
Taxar os ricos é o menos impopular, e portanto será eventualmente implantado. Os 1% dos ricos não tem força política para impedir.
Eis a tabela que todos irão ter que pagar.
Embora todos da classe média vão se sentir seguros e isentos, lembre-se que no Brasil as alíquotas inicias são sempre bem menores do que as alíquotas depois de 5 anos. Se começam com 1%, estime 3% depois de alguns anos.
3% ao ano significa patrimônio zero depois de 30 anos. Todo o seu patrimonio irá para o governo. Finalmente haverá justiça, seremos todos iguais.
Os limites de isenção também raramente são totalmente corrigidos ano após ano.
Se o limite de isenção começa com R$ 2.999.999, em 10 anos de correções insuficientes, o imposto começará aos R$ 999.999, e aí provavelmente incluirá você.
As grandes fortunas deste país, irão simplesmente transferir residência para Londres, Mônaco e outros países, como muitos já fizeram.
O imposto na realidade será sobre PEQUENAS FORTUNAS, daqueles que não querem mudar de país.
A palavra Fortuna sugere que o dinheiro foi ganho na sorte, buena fortuna, e portanto não merecido.
Algumas de fato são devido à sorte, mas a maioria das pequenas fortunas foram obtidas com suor e trabalho.
Nós administradores socialmente responsáveis, temos outra visão.
Imposto sobre Pequenas Fortunas tira dinheiro dos ricos, mas não necessariamente vai para os pobres. O dinheiro é sempre desviado para outros fins.
Mas nos casos de Fundações Filantrópicas, não é exatamente isto que acontece. O dinheiro vai para o seu destino estatutário.
A Fundação Bill Gates, a Fundação Warren Buffett, etc, foram feitas com estas mesmas grandes fortunas, e estão sendo aplicadas com eficiência, não por políticos e burocratas, mas por administradores socialmente responsáveis, e bilionários com visão.
Por isto, criei o www.filantropia.org em 1995 para incentivar este tipo de visão.
Novamente, a visão dos administradores foi novamente relegada, sequer ouvida pela Dilma.
Quem tiver acesso a Dilma ou ao Serra, que pensa da mesma forma, avise que tudo isto será um tiro no pé da classe média, e do futuro crescimento deste país.
Seremos novamente um país de pobres, sem Fundações Filantrópicas, e sem Pequenas Fortunas para sustentar nossas pequenas e médias empresas.
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